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sexta-feira, 21 de julho de 2017

SANTA DINFNA, VIRGEM E MÁRTIR, Padroeira dos Psicólogos e Psiquiatras, Profissionais de Saúde Mental, Padroeira dos que sofrem com distúrbios e transtornos mentais, dos que sofrem abusos dos pais


SANTA DINFNA

SANTA DIMPNA

SANTA DYNPHNA

(variadas grafias)





Eis a história de Santa Dymphna (Santa Dinfna em português) que era filha de um rei irlandês pagão e de sua esposa cristã no século VII e que foi assassinada por seu pai. A história de Santa Dymphna foi relatada pela primeira vez no século XIII num cânone da Igreja de São Aubert em Cambrai, encomendado pelo bispo da cidade, Guy I (1235 - 1247). O autor afirma expressamente que seus escritos foram baseados numa tradição oral muito antiga e em persistentes histórias de curas milagrosas e inexplicáveis de pessoas acometidas de doenças mentais.Não que a psicologia ou a consulta a um psicólogo seja somente para pessoas com transtornos mentais, mas Santa Dinfna é também padroeira dos psicólogos e enfermidades neurológicas como vícios, vítimas de incesto e de quem se sente perturbado mentalmente.





Padroeira dos Psicólogos e Psiquiatras, Profissionais de Saúde Mental, Padroeira dos que sofrem com distúrbios mentais, dos que sofrem abusos dos pais, familiares e dos que sofrem abuso em geral.

Invocada contra doenças e distúrbios mentais, epilepsia, pessoas consideradas possuídas pelo demônio, pessoas com insônia, sonambulismo, estresse, colapso nervoso, ansiedade, depressão, transtorno do pânico e todos os transtornos psicológicos e psiquiátricos, que são o mal do nosso tempo.





   A Irlanda, bela ilha evangelizada por São Patrício, que se aninha nas águas azuis do Atlântico, há muito tempo é conhecida popularmente como A Ilha dos Santos. Um nome apropriado, visto que ela é assim chamada devido ao número de santos irlandeses ser tão alto que não caberiam no calendário cristão. Contudo, grande parte dos católicos desconhece a maioria desses santos, não sabendo sequer seus nomes. Uma dessas gloriosas e esquecidas santas, muitas vezes referida como “Lírio de Fogo”, devido a suas incontáveis virtudes e penoso martírio, é Santa Dimpna. E, embora os registros da vida desta santa virgem sejam escassos e incompletos, são suficientes para tomarmos conhecimento das principais emanações de sua existência, que se enobrece e se glorifica devido aos seus inúmeros milagres autenticados, os quais atestam e exaltam a sua santidade.
   O primeiro relato histórico da veneração de Santa Dymphna remonta a meados do século XIII. De acordo com Bispo Guy I de Cambrai (1238-1247), Pierre, um cânone da igreja de Santo Alberto em Cambrai, escreveu um "Vita" da santa, da qual ficamos a saber que ela havia sido venerada por muitos anos em uma igreja em Gheel (província de Antuérpia, na Bélgica), que foi lhe dedicada.
   O autor declara expressamente que ele tem atraído a sua biografia de tradição oral. De acordo com a narrativa, Dinfna era filha de um rei pagão da Irlanda, tornou-se cristã e foi batizada secretamente. Santa Dinfna nasceu no século VII, em Clogher, no Condado de Tyrone, Irlanda, quando o país havia sido evangelizado. Porém, seu pai, rei de Oriel, ainda era pagão. Sua mãe, de família nobre, era cristã e notável por sua beleza e piedade. 
   Como sua mãe, Dinfna era um exemplo de beleza e de virtude, favorecida desde o nascimento com graças especiais. Desde muito pequena Dinfna foi entregue aos cuidados de uma piedosa cristã, que a preparou para o Batismo. O Padre Gereberno administrou-lhe o Sacramento e aparentemente fazia parte da família, pois foi ele quem deu as primeiras noções de escrita, bem como das verdades da religião, à pequena Dinfna. 
   Bem cedo Dinfna, como muitas outras nobres irlandesas antes e depois dela, escolheu Nosso Senhor Jesus Cristo como seu Divino Esposo e consagrou sua virgindade a Ele e a sua Santa Mãe pelo voto de castidade. Uma grande prova veio turbar a vida da adolescente: sua querida mãe falece. Ela ofereceu a Deus sua grande dor. Seu pai também ficou inconsolável com a perda da esposa e durante muito tempo ficou prostrado pelo luto. Seus conselheiros persuadiram-no a buscar um segundo matrimônio. Em vão os mensageiros procuraram uma pessoa com a beleza física e moral de sua primeira esposa. Os conselheiros diziam que não havia ninguém mais amável e encantadora do que sua filha, Dinfna. Dando ouvidos à sugestão deles, o rei concebeu o pecaminoso desejo de casar-se com a própria filha. Com palavras persuasivas ele manifestou seus propósitos a ela.
   Após seu pai haver tentado violentá-la, fugiu para a Bélgica em companhia do seu confessor São Gerebernus, um velho padre amigo da família e dois companheiros ajudantes, eles fundaram um oratório perto de Amsterdã e passaram a viver como eremitas. 
   Na aldeia de Gheel, para onde haviam fugido, havia uma capela de São Martin, ao lado da qual eles levantaram a sua morada. Os mensageiros de seu pai no entanto, descobriram o seu paradeiro, o pai dirigiu-se para lá e renovou sua oferta.
   Vendo que tudo foi em vão, ele ordenou a seus servos para matar o padre Gererbenus e seus companheiros. Seu pai ordenou que Dinfna retornasse com ele, mas esta se recusou e acabou sendo torturada e finalmente num acesso de fúria ele a degolou. Os cadáveres foram colocados em um sarcófago e sepultado em uma caverna onde foram encontrados mais tarde. O corpo de Santa Dinfna foi sepultado na igreja de Gheel, e os ossos de São Gerebernus foram transferidos para Kanten. 
   Esta narrativa é sem qualquer fundamento histórico, sendo apenas uma variação da história do rei que queria se casar com sua própria filha, um tema que aparece com freqüência nas lendas populares. Daí, não podemos concluir com exatidão o tempo em que ocorreu a história de Santa Dinfna, alguns creem que tenha ocorrido no séc. VI.
   Que ela é a mesma Santa Damhnat da Irlanda, que possui história parecida, não pode ser provado. Há fragmentos, em Gheel ,de dois simples sarcófagos antigos em que a tradição diz que os corpos de Dymphna e Gerebernus foram encontrados.
   Os restos mortais de Santa Dymphna foram posteriormente colocados em um relicário de prata numa igreja em Geel nomeada em sua honra. Os restos mortais de São Gerebernus foram transferidos para Xanten , Alemanha. Durante o final do século 15 , a igreja original de Santa Dymphna, em Geel, foi incendiada. Uma segunda "Igreja de Santa Dymphna" foi então construída e consagrada em 1532. A igreja ainda está no local onde se acredita que seu corpo tenha sido enterrado.
   Segundo a tradição, milagres ocorreram imediatamente após o seu túmulo foi descoberto. Um grande número de pessoas disseram ter sido curadas de epilepsia, doença mental ou influência maligna depois de visitar seu túmulo. Ela é invocado como padroeira contra a doença mental.

   Existe também um tijolo quadrangular, que diz ter sido encontrado em um dos sarcófagos, tendo duas linhas de letras lidas como Dympna.

   A descoberta deste sarcófago com o corpo e o tijolo foi talvez a origem da veneração. Na arte cristã, Santa Dinfna é retratada com uma espada na mão e um diabo acorrentado a seus pés.

   Sua festa é celebrada dia 15 de Maio, data em que ela é encontrada também no Martirológio Romano. Desde tempos imemoriais, a santa foi invocada como padroeira contra a insanidade.

   Os bolandistas publicaram inúmeros relatos de curas milagrosas, especialmente entre 1604 e 1668. Como resultado, existe há muito tempo uma colônia para pessoas com transtornos mentais em Gheel, ainda hoje existem, às vezes, até 1500, cujos parentes invocam Santa Dinfina para a sua cura.
   As pessoas com transtornos mentais são tratados de uma maneira peculiar, é só no começo que eles são colocados em uma instituição para a observação, mais tarde, eles recebem abrigo em casas dos habitantes, participam de seus trabalhos agrícolas, e são tratados de forma muito gentil. Eles são vigiados, sem ter a consciência disso. O tratamento produz bons resultados. 
   A antiga igreja de Santa Dinfna, em Gheel, foi destruída pelo fogo em 1489. A nova igreja foi consagrada em 1532 e ainda está de pé. Todos os anos na festa de Santa Dinfna e na terça-feira depois de Pentecostes numerosos peregrinos visitar seu santuário. Em Gheel há também uma fraternidade em seu nome. 
   Ao assistir a cena do martírio de Santa Difna, um homem que era alienado recuperou repentinamente a razão. Por isso, Santa Dinfna passou a ser considerada padroeira dos que sofrem problemas mentais.


Batismo de Dinfna




ORAÇÃO:
Senhor, nosso Deus, 
vós, graciosamente, escolhestes Santa Dinfna 
como padroeira das pessoas atingidas
com transtornos mentais e nervosos.
Ela é, portanto, uma inspiração e um símbolo da caridade
para os milhares que pedem sua intercessão. 
Por favor, 
conceda, Senhor, 
através das orações desta mártir pura jovem, 
alívio e consolação a todos os que padecem tal sofrimento,
e especialmente a aqueles por quem oramos. 
(Aqui mencionar aqueles para quem quiser rezar). 
Nós te pedimos, Senhor,
para ouvir as orações de Santa Dinfna em nosso nome.
Concedei a todos aqueles por quem oramos 
paciência em seus sofrimentos 
e resignação à sua vontade divina. 
Por favor, preencha-os com a esperança, 
e concedei-lhes o alívio 
e a cura que tanto desejamos. 
Nós vos pedimos por Cristo nosso Senhor, 
que sofreu em agonia no jardim do Getesêmani .
Amém.





Ó Cristo, flor dos vales,
de todo bem origem,
com palmas de martírio
ornastes vossa virgem.

Prudente, forte, sábia,
professa a fé em vós
por quem aceita, impávida,
a pena mais atroz.

O príncipe do mundo
por vós, Senhor, venceu.
Vencendo o bom combate,
ganhou os bens do céu.


Os sofrimentos desta vida aqui na terra
não se comparam com a glória que teremos.


"Estamos sempre cheios de confiança e bem lembrados de que, enquanto moramos no corpo,
somos peregrinos longe do Senhor;
7pois caminhamos na fé e não na visão clara.
8Mas estamos cheios de confiança e preferimos deixar a moradia do nosso corpo, para ir morar junto do
Senhor."

Da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios 4,6-8.







ORAÇÃO:

Ó Deus,

que a intercessão da gloriosa virgem Santa Dinfna

reanime o nosso fervor,

para que possamos hoje celebrar o seu martírio

e contemplar um dia a sua glória.

Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

AMÉM!


martírio de Santa Dinfna






Oração:
Deus eterno e todo-poderoso,
que escolheis as criaturas mais frágeis
para confundir os poderosos,
dai-nos, ao celebrar o martírio de Santa Dinfna,
a graça de imitar sua constância na fé.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo.
Amém!








Dinfna e seu pai mal intencionado, causa de seu martírio.

Igreja de Geel, dedicada em sua honra

A descoberta dos corpos de santa Dinfna e São Gerebernus








Fonte texto e imagens:

http://santossanctorum.blogspot.com.br/2012/05/santa-dinfna-dymphna-padroeira-dos.html

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Dia de Santo Elias, 20 de julho: Elias, o Monte Carmelo e a Virgem Maria!








                               Elias, o Monte Carmelo e a Virgem Maria!


“Flor do Carmelo, Videira Florida, Esplendor do céu, Virgem Mãe sem igual”



“Deus, então, falou a Elias: Vai apresenta-te a Acab; porque darei chuva sobre a terra” (1Rs 18,1) . Foi assim, revestido da benção Divina, que o profeta se dirigiu ao rei para anunciar chuva: “Disse Elias a Acab: Sobe, come e bebe, porque há ruído de uma abundante chuva” (1Rs 18,41). Não havia uma só nuvem no céu quando Elias anunciou a forte chuva.


Elias se prostrou diante de Deus pedindo a chuva, que Ele mesmo prometera. Por seis vezes orou e, no céu, nenhum sinal de chuva aparecia. Enviou seu servo para verificar se nas bandas do mar havia algum sinal de chuva, no entanto, ele voltou com a resposta negativa: “Senhor, não há nada, nem sinal de chuva” (1Rs 18,43). E sucedeu que na sétima oração: “Eis aqui uma pequena nuvem, como a mão de um homem, subindo do mar” (1Rs 18,44). Elias, diante do mínimo sinal, anunciou ao Rei: “‘Aparelha teu carro e desce, para que a chuva não te apanhe’ E veio uma grande chuva” (1Rs 18,45).


Os grandes santos marianos, e consequentemente toda a Igreja, interpretam essa passagem da escritura como um sinal, ou melhor, o primeiro sinal da presença de Nossa Senhora entre os homens. Pré-figuras há inúmeras, a mulher do Gênesis (Gn 3,15) as mulheres fortes do Antigo Testamento, etc. Mas o fato ocorrido no monte Carmelo indica algo a mais. A terra passava por um castigo, e esse castigo já durava sete anos. Não era qualquer castigo, mas uma seca prolongada… enfim, tudo estava em uma situação que merecia uma intervenção especial de Deus. O povo eleito havia abandonado o verdadeiro caminho.





O local escolhido para essa “teofania” foi o Monte Carmelo, geograficamente situado nas encostas de Israel com vistas para o mar Mediterrâneo. Seu nome – Karmel – possui o significado de “campo fértil”. Em sua extensão encontramos atualmente as cidades de Haifa, Tirat Hakarmel e Nesher.


Muita história possui essa pequena montanha. Suetônio, historiador latino, cita uma visita feita pelo imperador Vespasiano à montanha para implorar um confirmação de seus anseios, sentindo-se confortado sempre que de lá retornava.


Eliseu, discípulo do grande profeta Elias, após o aparecimento da nuvenzinha, continuou a habitar o Monte Carmelo, rodeado de “filhos de profetas” (cf. 2Rs 2,25; 4, 25; 4,38, etc.). Este lugar pode ainda hoje ser visitado. A caverna usada por ele recebe o nome de “escola dos profetas”.



Quantas são as imagens e os símbolos apresentados por Deus! Dessa pequena nuvenzinha proveio para a humanidade da época uma chuva que irrigou o país. Após anos de seca, castigo para o povo eleito, um prenúncio de chuva e bonança aparece.




Séculos transcorridos, essa nuvenzinha vê-se personificada: a Rainha dos Céus e da terra nasce. Traz ao mundo a mais bela de todas as chuvas, Nosso Senhor Jesus Cristo. Assim como o orvalho anuncia muitas vezes a vinda de águas torrenciais, a Virgem Maria, “orvalho celeste”, traz-nos seu Divino Filho, nosso Redentor, que veio irrigar o mundo, não somente de seu tempo, mas inclusive dos tempos vindouros, com a graça, com os sacramentos, com a Santa Igreja.




Dia 16 de julho a Igreja em todo o orbe festeja a virgem do Carmo. Elevemos a Ela nossos olhares cheios de Fé. Não mais a procura de um sinal de chuva, como o Profeta Elias, mas certos de que essa “chuva” – a graça divina – está constantemente caindo, caindo… aguardando que a “terra” – os corações dos homens – se abra para acolhê-la, sendo assim germinada em profundidade.



Virgem Mãe do Carmelo, rogai por nós!



Fonte: http://novafriburgo.arautos.org/2013/07/elias-o-monte-carmelo-e-a-virgem-maria/







20 de julho: SOLENIDADE DE SANTO ELIAS PROFETA









ORAÇÃO 
Deus Todo-Poderoso e eterno, que concedeste a teu profeta Elias, nosso Pai, viver em tua presença e arder pelo zelo de tua glória, concede-nos buscar sempre teu rosto e ser no mundo testemunhas de teu amor. Amém.


MEDITAÇÃO
Elias, o homem da reconstrução da vida comunitária.
Elias reconstruiu o altar com doze pedras, símbolo da reconstrução das doze tribos (1R 18,30-32). A organização em tribos representava a nova maneira fraterna de conviver, diferente do jeito de viver no sistema do Faraó. É aqui também que se situa o centro da esperança do povo pelo retorno do Profeta Elias. Tanto o Antigo Testamento como o Novo Testamento, ambos eles esperam que Elias volte para “reconduzir o coração dos pais para os filhos e o coração dos filhos para os pais” (Ml 3,23-24; Eclo 48,10; Lc 1,17). A preocupação com a reconstrução da Vida Comunitária é o outro lado do desejo de contemplar e revelar o rosto de Deus como Javé. O que caracteriza a experiência de Deus na história do povo hebreu é a igualdade dos dois mandamentos: amar a Deus e amar ao próximo (Lc 10,27; Mt 7,12). Deus se revela como Pai, o Deus de todos. A expressão humana desta fé em Deus como Pai é a organização da vida em comunidade. Uma comunidade dividida é a negação desta fé. Ela esconde o rosto de Deus.


Elias, o homem do fogo do Espírito
“O profeta Elias surgiu como um fogo, sua palavra queimava como uma tocha” (Eclo 48,1). “Por três vezes fez descer o fogo do céu” (Eclo 48,3).
No fim da sua vida ele foi “arrebatado num turbilhão de fogo, num carro puxado por cavalos de fogo” (Eclo 48,9).
O fogo é expressão da ação do Espírito (cf At 2,3-4). Elias passou a ser conhecido como o homem disponível para Deus que já não se pertencia. Deus podia dispor dele e arrebatá-lo como e quando quisesse (1Rs 18,12; 2Rs 2,3.5).
O próprio Deus passou a ser conhecido como o “Deus de Elias” (2Rs 2,14). Eliseu pediu: “Que me seja dada uma dupla porção do teu Espírito” (2Rs 2,9). O Espírito de Elias repousou sobre Eliseu, seu sucessor (2Rs 2,15). Os discípulos o reconheceram quando Eliseu, usando a capa de Elias, separou as águas do rio Jordão (2Rs 2,14). Elias, o homem do fogo do Espírito! A Regra do Carmo une Palavra e Espírito quando diz: “Que a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus, habite abundantemente em sua boca e em seu coração, e tudo que vocês tiverem de fazer, seja feito na Palavra do Senhor” (Rc 19). Ela deseja para nós a “bênção do Espírito Santo” (Rc 1). Que o povo possa dizer de nós: “O espírito de Elias repousa sobre eles” (cf. 2Rs 2,15)


LADAINHA 
Senhor tende piedade de nós,
Jesus Cristo tende piedade de nós,
Senhor tende piedade de nós,


Deus Pai do Céu tende piedade de nós
Deus Filho Redentor do mundo tende piedade de nós
Deus Espírito Santo tende piedade de nós
Santíssima Trindade que sois um só Deus tende piedade de nós


Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós
Santa Maria, Mãe dos Carmelitas,
Santa Maria, Rainha dos profetas,
Santa Maria, honra e esplendor do Monte Carmelo,
São José, Patrono do Carmelo,


Santo Elias, Patriarca do Carmelo,
S. Elias, arauto da onipotência e da misericórdia divinas,
S. Elias, modelo dos monges,
S. Elias, honrado com a divina amizade,
S. Elias, homem de Deus,
S. Elias, pai e mestre dos profetas,
S. Elias, ponte entre as duas Alianças,
S. Elias, cuja missão foi continuada na palavra de João Batista,
S. Elias, que aparecestes com Moisés na Transfiguração no Monte Tabor,
S. Elias, conversastes com o Filho de Deus sobre a sua Páscoa,
S. Elias, que atestais o cumprimento da Lei e dos Profetas,
S. Elias, cuja tenda está no Céu,
S. Elias, profeta e testemunha da nova Aliança,
S. Elias, invocado por Jesus crucificado em sua agonia,
S. Elias, padroeiro dos órfãos e das viúvas,
S. Elias, patrono dos agonizantes,
S. Elias, punidor o pecado,
S. Elias, destruidor dos orgulhosos,
S. Elias, que ouvis o gemido dos sofredores,
S. Elias, que preservais intactos os ditos do Senhor,
S. Elias, que preparais o mundo para o juízo,
S. Elias, que purificais os corações com o fogo,
S. Elias, modelo de oração perseverante,
S. Elias, precursor do Messias,
S. Elias, que empurrais os tiranos à ruína,
S. Elias, sumo sacerdote e libertador,
S. Elias, guarda da pureza da lei de Moisés,
S. Elias, destruidor dos ídolos e demônios,
S. Elias, espelho da vida monástica,
S. Elias, fundador de uma nação Santa,
S. Elias, mestre dos Santos,
S. Elias, lutador contra o Anticristo,
S. Elias, indicado por s. Tiago como um exemplo de fé,
S. Elias, esperança do novo Israel,
S. Elias, esperança da Igreja a caminho,
S. Elias, estrela do coro dos profetas,
S. Elias, Pai e inspirador da Ordem do Carmo,


Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos Senhor
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende misericórdia de nós


V. Rogai por nós, santo Pai Elias.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


Oremos: Deus eterno e todo-poderoso, que concedestes ao bem-aventurado Elias, vosso profeta e nosso pai, a graça de viver na vossa presença e de se inflamar de zelo pela vossa glória, fazei que, procurando sempre a vossa presença, nos tornemos testemunhas do vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amem.



Fonte: http://www.carmelitas.org.br/solenidade-de-santo-elias/


Fotos do Google Imagens



quarta-feira, 19 de julho de 2017

BEATO JOSÉ ALLAMANO, Presbítero, Pároco e Fundador

Padre José Allamano tinha uma saúde frágil, mas este servo de Deus era de uma fortaleza heroica. Sem abandonar as atividades da diocese, priorizou e se ocupou da formação do clero, dos missionários e missionárias. O ideal que propunha era de servir as missões com dedicação total de mente, palavra e coração.


Já quando novo José Allamo tinha um profundo entendimento do Evangelho, e desde sempre tinha dentro de si a vontade de ajudar o próximo. Uma de suas frases mais célebres foi: Fazer bem o Bem. Essa frase resume bem a maneira de pensar e a vontade que José Allamo tinha em fazer a diferença com a sua bondade.


Boa parte dos esforços de José Allamo foi ao direcionamento de várias ações com caráter social, onde por muitos anos ele permaneceu atuando mesmo sem deixar levar as suas obrigações como sacerdote da Santa Igreja Católica.


José Allamano nasceu em 21 de janeiro de 1851 em Castelnuovo D'Asti, ao norte da Itália. A pequena cidade dedicava-se à agricultura e ao cultivo de vinhedo que cobriam as colinas e campos. Também a cidade natal de São João Bosco, “o apóstolo da juventude’'; e de seu tio São José Cafasso, irmão de sua mãe. Ambos foram seus orientadores e educadores desde a infância. Assim, José Allamano viveu no seio de uma família extremamente cristã. 
Sendo o quarto de cinco filhos, perdeu o pai quando ainda criança, aos três anos de idade. Como estudante foi um ótimo aluno, exemplar e muito aplicado. Tendo nascido em uma família verdadeiramente católica, pode exercer a sua fé com integridade e tranquilidade, num período histórico em que Roma já havia caído há centenas de anos, e pouco existia em relação a perseguições contra cristãos. Assim, desde muito cedo, José Allamo foi inclinado a seguir uma vida religiosa.
Passou sua vida em Turim, e foi ali que iniciou seus estudos ginasiais no Oratório de Dom Bosco, sendo o melhor da turma. Dom Bosco, descobriu no garoto, de apenas 11 anos, excelentes qualidades para torná-lo um membro da Sociedade Salesiana, mas o jovem Allamano tinha outro ideal: "Deus me chama agora... não sei se me chamará outra vez, dentro de três ou quatro anos!" diz aos seus irmãos - e com vontade própria e decidido, ingressa no Seminário Diocesano de Turim. Apesar da constituição física fraca, era espiritualmente forte e dedicou-se com entusiasmo ao estudo e à oração. Pedia sempre ao Senhor:

"Torna-me santo e não somente bom"




Em 20 de setembro de 1873 foi ordenado sacerdote na Catedral de Turim, com apenas 22 anos de idade. Com 25 anos, foi convocado para continuar no mesmo seminário, como Diretor espiritual, demonstrando ter, apesar de jovem, excelentes qualidades de formador. Repetiu e inculcou, biblicamente aos noviços, a seguinte frase:

 "Fazer bem o Bem".




Desempenhou com muita fidelidade sua função sacerdotal como Professor de Teologia, Reitor do Colégio Eclesiástico e Reitor do Santuário de Nossa Senhora Consolata em Turim, pelo período de 46 anos. Muito atento, e com a mente aberta às necessidades e exigências pastorais do seu tempo, direcionou todas as iniciativas da diocese em favor da promoção da ação social da Igreja, da imprensa católica, da defesa e assistência ao clero, das associações operárias. Tinha projetos para o mundo; desde jovem seminarista, distinguiu-se por ter uma visão ampla dos problemas do mundo e da Evangelização.
Em 1887, em Roma, encontrou-se com o velho missionário, o cardeal Massaia, expulso definitivamente da Etiópia (África). Já naquela ocasião o Pe. Allamano manifestava seu ardente desejo de ser missionário.



Infelizmente, sua saúde era muito frágil e isto não lhe permitiu chegar, em termos geográficos, onde seus anseios e ideais o teriam levado.
No segredo do seu coração e para alguns mais íntimos, o Pe. Allamano tinha um grande sonho: dar início a um Instituto que agregasse padres e irmãos, dispostos a darem a vida pela Evangelização, da África inicialmente, e depois também dos outros continentes.
Superadas uma a uma as muitas dificuldades a respeito desse projeto, especialmente a mentalidade da época, chegou a hora da concretização do grande sonho.
Dia 29 de Janeiro de 1901, era oficializado, o Instituto Missionário da Consolata, para padres e irmãos. Apenas dois anos mais tarde, ele já estava enviando os primeiros quatro missionários (2 padres e 2 irmãos) para as missões do Quênia, país do Sudeste da África.
O trabalho de Evangelização expandia-se e as forças não eram suficientes. Bem cedo os missionários sentiram a necessidade da presença missionária feminina e pediram ao Fundador que enviasse religiosas para um trabalho complementar. Não era tão simples atender a este pedido, tendo em vista também, que as congregações femininas de então, não haviam despertado ainda para o carisma missionário além-fronteiras. Diante do impasse, o Pe. Allamano, indo para Roma, expôs a dificuldade ao Papa Pio X. Este logo lhe perguntou:
-"Por que não funda você mesmo um instituto missionário feminino?"
-"Eu não tenho vocação para isto, Santidade".
-"Não a tem? Pois bem, eu lha dou. Vá e comece a pensar nisto".



Para o Pe. Allamano aquela ordem manifestava a vontade de Deus e imediatamente começou a tomar as devidas providências. O novo projeto custou-lhe vários anos de trabalho árduo, muita reflexão, dificuldades e sacrifícios. Mas, os santos são assim. Diante do que sentem ser vontade de Deus, nada os detém.
Em 29 de janeiro de 1910, o padre Allamano fundou em Turim outro instituto para as Missões, o das irmãs Missionárias da Consolata. Com a fundação das Irmãs, o trabalho missionário se estende a outros países africanos: em 1916 na Etiópia; em 1922 na Tanzânia; em 1924 na Somália; em 1925, Moçambique. Em 1946 no Brasil e assim, sucessivamente em outros países da Europa, África, América e Ásia. Dizia que seus missionários eram portadores de esperança: “Esta é realmente obra do Senhor”.
Padre José Allamano tinha uma saúde frágil, mas este servo de Deus era de uma fortaleza heroica. Sem abandonar as atividades da diocese, priorizou e se ocupou da formação do clero, dos missionários e missionárias. O ideal que propunha era de servir as missões com dedicação total de mente, palavra e coração.

Este mestre e benfeitor do clero foi chamado à casa do Pai serenamente na sua residência, junto ao Santuário da Consolata, a 16 de fevereiro de 1926. Seu corpo repousa em paz na Capela da Casa-Mãe dos Missionários da Consolata, em Turim, Itália. Mas sua obra, que tinha sólidos alicerces, foi continuando. Muitos outros caminhos se foram abrindo e o Instituto foi alargando suas fronteiras. Os missionários e as missionárias da Consolata estão hoje presentes em 27 países.
Padre José Allamano é uma das figuras mais marcantes da Igreja de Turim, no final do século XIX e começo do XX. Um sacerdote que soube doar tudo de si no serviço à Igreja e soube também abraçar o mundo com seu amor filial a Nossa Senhora Consolata.
Ele foi um homem que sempre esteve profundamente preocupado com a realidade do mundo que o cercava, e seguindo a Cristo e a igreja, ele conseguiu colocar boa parte dos seus planos que eram considerados inovadores.
Todos esses planos, foram de profunda importância para maior avanço da igreja católica e para maiores avanços da ordem social, seja onde fosse a sua localidade de atuação.
Em 7 de outubro de 1990 suas virtudes foram reconhecidas pela Igreja Católica Apostólica Romana, que o declarou Bem-Aventurado José Allamano, pela boca do Papa João Paulo II.



Allamano nos lembra que, a fim de permanecermos fiéis à nossa vocação cristã devemos aprender a compartilhar os dons recebidos de Deus, com os irmãos de todas as raças e todas as culturas; devemos anunciar com coragem e coerência o Cristo a cada pessoa que encontramos, especialmente aqueles que ainda não o conhecem”, dizia o Papa João Paulo II na homilia de beatificação de José Allamano .




Fontes:

Imagens retiradas do Google Imagens